A vida, com seus aspectos bons e ruins, de repente se dissolve e acaba. Desde os primórdios da humanidade, a morte tenta ser compreendida e evitada pelo homem: sem sucesso. O fotógrafo Andrew George não busca porquês, mas mostra como é possível esperar pelo que é inevitável de forma serena e corajosa.

Na série de fotos intitulada Right Before I Die (“Pouco antes de eu morrer”, em português), o fotógrafo registra, em imagens tocantes, doentes terminais que em breve terão seu encontro com a morte – e não a temem.

As pessoas fotografadas por Andrew George não são famosas, não aparecem em jornais e talvez nem fossem lembradas na hora do adeus, se não fosse o projeto. Mas a coragem que demonstram nesse momento, aguardando não a cura, mas o inevitável com sorriso no rosto, mesmo que conformado, fazem delas pessoas especiais.

Vem conhecê-las:

Donald – “O grandioso amor, ele dura e dura – é assim que se ama. Meu amor é tão supremo que apesar de minha ex-mulher estar casada e amando outro homem, eu ainda a amo. Você tem que perceber que nem sempre pode continuar com as coisas, é preciso deixá-las ir.”

Josefina – “A vida é a sala de espera para a morte. Nós só estamos de passagem porque desde que você nasceu, você sabe que vai morrer e nós temos um dia específico, só não sabemos quando, nem onde, nem como. Eu me sinto calma, tranquila, porque eu já sei que eu estou indo, então todas as noites eu falo para Deus ‘Você sabe o que está fazendo’. Eu não estou com medo de morrer, eu já vivi feliz por muitos anos.”

Chuck – “Um dos momentos mais felizes da minha vida? No topo da lista está o momento em que conheci Sally, que seria minha esposa por 35 anos.”

Ediccia – “Eu amo abrir meus olhos pela manhã e escutar todos aqueles passarinhos na minha janela, são tantos que ficam cantando. Este é o significado da vida para mim – e a sensação do sol na pele.”

John – “Quando eu penso na morte é como se fosse o começo de uma nova forma de vida indolor.”

Kim – “Eu não tenho medo de morrer – eu tenho medo do que eu tive que fazer para chegar lá”.

Abel – “Eu sinto que a porta está se abrindo. Nós voltamos quando nós terminamos o trabalho que nos foi designado. É tão simples, porque seria uma grande trote se não fosse verdade.”

Wanda – “Eu nunca sei, minuto a minuto, o que será da minha vida, mas eu não tenho medo disso. Eu estou em paz porque eu fiz tudo o que eu queria e tentei ser a melhor pessoa que consigo ser.”


Odis – “A última vez que você fecha a tampa de um caixão, essa é a coisa que mais parte o coração. Você parte, você apenas parte. Eu tenho três filhos enterrados em Phoenix e quatro maridos estão mortos.”


Nelly – “Eu não sei o quanto eu ainda tenho para viver – talvez hoje? Talvez amanhã seja o último dia? Eu não sei. Mas eu estou bem feliz, na verdade, e eu não tenho arrependimentos, apesar de ter passado por um inferno. Até onde eu sei, eu conquistei o que tinha que conquistar na vida.”

Sarah – “O tempo é precioso. Deus é precioso…”

René – “Não existe essa coisa de felicidade na vida. O que nós chamamos de felicidade são contribuições; tudo o que nós temos é o que nós somos e o que nos é dado naquele momento.”

Sara – “Eu penso que crescer com amor faz com que as pessoas dêem mais amor. E você tem que amar para ser amado, você tem que ser bom sem esperar nada em retorno. Você faz isso porque faz parte de você fazer isso.”

Ralph – “Este tem sido um excelente, excelente passeio”.