Dia dos Pais chegando e nada melhor que comemorar a data assistindo alguns filmes que tratam do relacionamento entre filhos e pais. Se for realizada uma busca mais profunda, são achados dezenas de filmes sobre o tema. Por isso, selecionei aqui os 10 mais interessantes e diversificados.

Aqui, tentando manter a proporção real, selecionei filmes que tratam de famílias, problemas e adversidades que ocorrem: são pais solteiros, viúvos, ignorados pelos filhos ou que até mesmo estão mortos. Porém, mesmo assim, continuam presentes nas vidas de seus filhos, os guiando para um futuro melhor.

A Vida é Bela

Sem dúvidas, o mais bonito e emocionante da lista. Filme italiano vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Ator (Roberto Benigni) e Melhor Trilha Sonora Original. Conta a história Guido (Benigni) e sua família, levados à um campo de concentração. Lá, o pai faz de tudo para o filho não se preocupar com o futuro sombrio.

Tocante e reflexivo. Impossível não se emocionar.

À Procura da Felicidade

Um filme clássico. Chris Gardner (Will Smith) está vivendo em meio a um turbilhão de problemas. O emprego não vai bem, a mulher o abandonou e tem que cuidar, sozinho, de seu filho de apenas cinco anos, Christopher (Jaden Smith).

Com um belo roteiro, o filme vai mostrando a superação e a esperança sem fim de um homem. Mas mostra, acima de tudo, o amor de um pai por seu filho. E o melhor: o filme é baseado em fatos reais.

Uma babá quase perfeita

Para quem acompanhava a Sessão da Tarde, da Rede Globo, não tem como não conhecer esse famoso filme dos anos 90. Nele, Daniel Hillard (Robin Williams) é um pai impedido pela ex-esposa (Sally Field) de ver seus filhos. Assim, o pai possui a ideia original e inusitada de se fantasiar como uma idosa para ver seus filhos para, assim, passar-se por babá.

Além do divertido roteiro, que exalta as relações pai e filhos, a atuações de Robin Williams é impagável. Um clássico da comédia.

Tão forte e tão perto

Concorrente ao Oscar de Melhor Filme em 2012, Tão forte e tão perto é uma belíssima história do amor de um filho (Thomas Horn) para com seu pai (Tom Hanks). Só que com um detalhe: o pai do garoto morre logo no começo do longa. Mas, mesmo assim, o amor do filho é tão grande que transcende o limite entre a morte e a vida.

Contando com uma direção primorosa de Stephen Daldry, um roteiro encantador e atuações inspiradas de Horn, Sandra Bullock (a mão do garoto), John Goodman e, principalmente, de Max Von Sydow, o filme é uma ode ao relacionamento paterno.

De Repente pai

Esse é o típico filme que não anima a primeira vista. Vince Vaughn é aquele típico ator que quase nunca acerta e o trailer acaba direcionando a ideia de que o filme é apenas mais uma comédia pastelão. Além de ser um remake, coisa não muito bem sucedida nos últimos anos. Ledo engano.

O filme é baseado num sucesso canadense, Starbuck. É a história de um homem que possui 533 filhos, ao ser doador de esperma por um longo tempo. Certo dia, os filhos se unem e resolvem pedir à justiça o direito de conhecer o pai biológico.

O longa possui vários pontos positivos: o diretor do canadense é o mesmo do hollywoodiano! Assim, a qualidade é mantida (e, em alguns aspectos, é até mesmo superior) e o filme acaba impressionando pela ótima história. Além disso, proporciona um debate sobre a doação de esperma e cria uma reflexão sobre essa relação curiosa de um pai com seus 533 filhos.

Procurando Nemo

Não tem como falar do relacionamento de pai e filho e não citar Procurando Nemo. Mais um clássico, assim como À procura da felicidade, e que dispensa comentários sobre sua história. Mais um exemplo de amor incondicional entre um pai e seu filho.

O Melhor Pai do Mundo

Mais um com Robin Williams. Desta vez, a história é sobre Lance Clayton (Williams), escritor frustrado e professor, e sua relação com o complicado filho Kyle (Daryl Sabara), viciado em masturbação acompanhada de asfixia. Assim, certo dia, acaba perdendo a vida.

O pai, desesperado para esconder o motivo da morte, escreve um bilhete, tentando fazer com que a morte passe por suicídio. Assim, o filho acaba virando um anjo e o pai se contenta com o sucesso de seus textos, fingindo ser o filho morto. Um relação de pai e filho curiosa e perturbadora.

Uma lição de amor

Outro filme belíssimo. Sam Dawson (Sean Penn) é um homem com deficiência mental que cria sua filha (Dakota Fanning) com a ajuda dos amigos. Tudo vai bem até os sete anos de Lucy, quando a garota ultrapassa o pai intelectualmente. Nesse momento, uma assistente social quer a menina num orfanato. Sam, então, entra numa dura batalha judicial pelos direitos da menina.

O filme é um exemplo de direção impecável e, principalmente, atuação da sempre brilhante Dakota Fanning e Sean Penn.

Os Descendentes

Matt King (George Clooney) é um latifundiário cheio de dificuldades e que vive afastado de suas filhas. Isso até o momento em que a sua esposa sofre um acidente de barco e entra em coma. Ele, então, tem que cuidar de suas duas filhas (Shailene Woodley e Amara Miller) completamente sozinho.

Um filme delicado sobre o amor e o descobrimento tardio de um pai com suas filhas. Destaque para a ótima atuação de Woodley e a ótima direção de Alexander Payne (Nebraska).

Ensinando a Viver

Provavelmente, o menos conhecido da lista e um dos mais encantadores. A história é sobre David Gordon (John Cusack), um escritor de ficção científica que ficou viúvo há pouco tempo. Sofrendo com a solidão, decide adotar Dennis (Bobby Coleman), um garoto que acredita ser um marciano.

Através de um roteiro muito simples e delicado, o filme vai mostrando os desafios e encantos da paternidade solitária e a lição de “nunca nunca nunca nunca nunca desistir de seus sonhos”. Destaque para Cusack, que, como usual, está fantástico.