Estrela solitária (1995)

O livro sobre a vida de Garrincha, escrito por Ruy Castro, foi recolhido das livrarias após as filhas do jogador processarem o autor e a editora Companhia das Letras por danos morais. O problema estaria na frase “Garrincha devia ter em torno de 25 centímetros”, presente no capítulo que também falava sobre seu vigor sexual raro. Após 11 meses longe das livrarias, em segunda instância, a Justiça negou indenização por danos morais, mas concedeu à família 5% do valor de capa por danos materiais.

Em Busca da Luz (2002)

A biografia da atriz Dorinha Duval, a primeira Cuca do Sítio do Picapau Amarelo, foi escrita por Luiz Carlos Maciel e Maria Luiza Ocampo, e revela por que Dorinha teria matado o marido, em 1980. Após o lançamento, o enteado da atriz pediu o recolhimento da obra alegando que fatos de sua infância foram expostos sem autorização. A Justiça negou o pedido.

Apenas Uma Garotinha (2005)

O livro de Eduardo Belo e Ana Cláudia Landi narra a vida da cantora Cássia Eller. Neste caso, um tio e uma amiga alegaram na Justiça que foram prejudicados pelos detalhes presentes no livro sobre a relação deles com a cantora. O caso ainda está em trâmite, mas o livro que teve apenas uma edição está esgotado na editora.

Na Toca dos Leões (2005)

Neste livro, o escritor Fernando Morais fala sobre a vida de Washington Olivetto, Javier Llussá Ciuret e Gabriel Zellmeister, fundadores da agência de publicidade W/Brasil. Neste caso, quem pediu o recolhimento do livro foi o deputado federal Ronaldo Caiado, que é– aparece na obra dizendo a Zellmeister que poderia esterilizar as nordestinas por meio de uma substância química. Embora a Justiça não tenha atendido seu pedido, Fernando Morais, Zellmeister e a Editora Planeta foram condenados a indenizar Caiado em 1,2 milhão de reais no ano passado.

Roberto Carlos em Detalhes (2006)

A biografia do cantor Roberto Carlos é a mais relacionada desde que o assunto da autorização das biografias está em pauta. Escrita por Paulo César Araújo, o livro foi recolhido em abril de 2007, após o cantor alegar na Justiça que a obra invadia sua privacidade. O próprio autor, em entrevista ao jornal GLOBO, especula que a opinião defendida pelo Procure Saber (associação que defende a autorização prévia da publicação de biografias) nada mais é que um acordo entre os membros da associação e Roberto Carlos. “Roberto iria apoiar a agenda do grupo no caso do Ecad (que pedia, entre outras coisas, a fiscalização do órgão) e, em contrapartida, eles apoiariam a causa contra as biografias não autorizadas.”  O Mago (2008)

Fernando Morais é o escritor das biografias polêmicas. Em 2008, o problema foi com o livro a respeito da vida do também escritor Paulo Coelho. Mas a polêmica girou em torno do ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, que na obra é acusado por Paulo Coelho de pedir votos para que Helio Jaguaribe fosse eleito para a Academia Brasileira de Letras em troca de viagens, convites e medalhas. A Justiça obrigou a editora a pagar R$ 50 mil reais a Lefer por dano de imagem, mas negou o pedido o recolhimento do livro.

A vida e a Literatura de João Guimarães Rosa (2008)

O livro de Alaor Barbosa, publicado pela LGE Editora, foi retirado das livrarias a pedido da filha do escritor, Vilma Guimarães Rosa. Vilma afirma que eles não tinham autorização para a publicação e que o livro não estava à altura da obra de Guimarães Rosa. A editora LGE se defende e, em entrevista ao Conjur, diz que a ação tem intuito comercial, já que na ocasião Vilma estaria relançando, pela editora Nova Fronteira, um livro com a reprodução de algumas cartas trocadas entre ela e o pai.