A fotografia registra momentos únicos que jamais poderão ser revividos, ela é testemunha dos fatos e contribui para que possamos de certa maneira participar de situações que ao vivo não foi possível.

Um mundo sem o poder de um click fotográfico é inimaginável! Mas um mundo sem fotografia e sem música, é venda de chá na Starbucks, é macarronada sem queijo ralado, é fazer suco em pó e não ficar aguado, é o Johnny Depp não aceitando fazer parte de um filme do Tim Burton, ou seja, inconcebível, jamais pode acontecer, never em Neverland!

Capas de álbum,  pôsteres épicos de inúmeros músicos, todas essas fotos induzem à reflexão e ao questionamento, revelando mil possibilidades de interpretação e motivando mudanças de comportamento e pensamento. É possível sentir a essência da pessoa fotografada, vende-se uma imagem, e congela uma ideia.

Assim como as fotos, a música também inspira, cria atmosferas e imortaliza situações, e é por isso que, motivados pelo Dia Mundial da Fotografia – 19 de agosto (a celebração da data tem origem na invenção do daguerreótipo, um processo fotográfico desenvolvido por Louis Daguerre em 1837), selecionamos algumas imagens consagradas do rock, e o gênio por trás de cada flash.

Robert Whitaker foi um dos fotógrafos preferidos dos Beatles. Dos seus cliques foram feitas oito capas de álbuns, EPs e singles do grupo – além de centenas e centenas de itens publicitários. A obra mais célebre de Whitaker é a famosa foto do quarteto em 1966 que foi usada como capa original do álbum “Yesterday And Today…” onde aparecem usando jalecos brancos e segurando pedaços de carne e bonecas decapitadas. Uma referência à guerra do Vietnã? Talvez. A capa gerou muita polêmica e foi considerada de muito mau gosto pelos mais puristas.

Terry O’Neill é um fotógrafo inglês, e ficou conhecido por suas fotos documentando estilo, moda e celebridades da década de 1960. Sua reputação cresceu ao clicar ícones como Judy Garland, Beatles, Rolling Stones, David Bowie e membros da família real britânica, e vários políticos proeminentes, mostrando, para o grande público, uma forma mais natural e um lado mundano de quem era fotografado. Uma das mais memoráveis fotos foi a de Bowie. O cachorro deveria ficar sentado, mas ao primeiro clique levantou e começou a latir, assustando a todos no estúdio, menos ao camaleão.

Bob Gruen nasceu na cidade que nunca dorme, Nova Iorque, no ano de 1945. Se a história do rock fosse contada em fotografias, Bob teria longos capítulos “escritos” com suas imagens. Com uma carreira de mais de quarenta anos, registrou estrelas como John Lennon, Madonna, Bob Dylan, David Bowie, e grandes bandas como Ramones, KISS, Rollings Stone, e Sex Pistols. Quando o produtor do grupo disse queria apresentá-lo aos Sex Pistols, Bob achou detestável, mas acabou descobrindo que eles eram até legais. “Eles eram jovens, arrogantes e livres. Falavam qualquer coisa, mas no ônibus da turnê a atmosfera era outra, eles ouviam reggae e tomavam cerveja”, disse em entrevista à mostra Lets Rock.

Mick Rock, ficou conhecido como “o homem que fotografou os anos 1970”, teve acesso privilegiado a estrelas da música mundial, clicou os caras do “Queen” nus, e chegou a ser fotógrafo oficial do “camaleão” David Bowie. Por seu estúdio também passaram famosos do mundo das artes, da moda e da literatura, como Andy Warhol, Truman Capote, Kate Moss, entre outros.