Faz tempo que a homossexualidade deixou de ser tratada como um transtorno mental (a transexualidade infelizmente muitas vezes ainda é), mas um novo estudo sugere que na verdade é mais provável que a homofobia seja um sinal de distúrbio mental.

Os pesquisadores que trabalham com a Sociedade Italiana de Andrologia e Medicina Sexual avaliaram a saúde mental de 560 estudantes da Italian University para ver o que poderia ser encontrado de ligação entre os seus traços psicológicos e sua propensão para a homofobia. Na verdade, eles descobriram que aspectos de psicose e mecanismos de defesa imaturos foram preditores significativos para atitudes homofóbicas.

“Descobrimos que a psicose representou um importante fator de risco para a homofobia, demonstrando que os traços de personalidade patológicos estão relacionados com atitudes homofóbicas”, explica o estudo . A psicose possui várias características, mas acima de tudo, “condições psicopatológicas graves, como delírio, isolamento e alienação interpessoal, mas também hostilidade e raiva”. A homofobia pode ser parcialmente ligada por um “traço patológico da personalidade”, o que significa que vários distúrbios de relacionamentos e pensamentos poderiam ser preditivos de homofobia.

Mecanismos de defesa imaturos também previram atitudes homofóbicas. Estes são os mecanismos de enfrentamento ativados durante estados de angústia e ansiedade e incluem comportamentos como projeção, hostilização, isolamento, rejeição, agressividade passiva e deslocamento. “Nossos dados revelaram que os mecanismos de defesa imaturos prevem a homofobia, destacando que uma atitude negativa para com os homossexuais é influenciada uma vez mais por aspectos disfuncionais da personalidade.”

Enquanto esses traços de personalidade agressivos foram relacionados com a homofobia, a depressão teve o efeito oposto. “Os indivíduos com depressão têm um risco menor de desenvolver comportamento homofóbico”, em parte porque parece que eles eram menos propensos a “perceber a realidade externa como uma ameaça e projetar a sua raiva.”

O estudo também descobriu que o sexo foi um preditor significativo de homofobia. “Os homens são mais homofóbicos que as mulheres” e, em particular, demonstraram uma tendência a atitudes mais negativas e “um grande risco de comportamento agressivo ou hostilização dos homossexuais.”

Em declarações ao Medical Daily, o pesquisador-chefe Dr. A. Emmanuele Jannini declarou: “depois de discutir durante séculos se a homossexualidade não deve ser considerada uma doença, pela primeira vez, nós demonstramos que a verdadeira doença a ser curada é a homofobia, associada com psicopatologias potencialmente graves”.

Em outros estudos, atitudes homofóbicas já foram ligadas à atração não admitida pelo mesmo sexo e à morte prematura (links em inglês).