Em tempos de hostilidade ao próximo, faz bem conhecer histórias como essa da Keshia Thomas, uma jovem negra de 18 anos que salvou de um linchamento um homem que disse não fazer parte da Ku Klux Klan, mas tem a tatuagem da SS e estava com uma camiseta da bandeira dos Estados Confederados, os estados que eram a favor da escravidão e  pregavam o racismo, que lutaram na Guerra Civil norte americana.

Isso ocorreu em 1996 durante uma manifestação contra a KKK, os manifestantes estavam protestando em frente a um prédio onde haviam 17 membros da KKK, e esse homem achou uma boa ideia assistir a manifestação trajado de tal forma. Obviamente os manifestantes ficaram enfurecidos e o perseguiram.

Keshia quando viu seus companheiros espancando aquele homem não pensou duas vezes e o cobriu com o próprio corpo para que a violência acabasse, um dos atos de heroísmo mais belo que já vi.

Em dias como os de hoje em que pregamos a violência acima de tudo, numa sociedade que aplaude “justiceiros” que possuem a ficha criminal maior que a própria ignorância, e nessa mesma sociedade onde as pessoas se tornaram tão apáticas e indiferentes a essas situações e deixam um jovem ser linchado e acorrentado num poste, eu fico me perguntando onde estão as Keshias?

Eu espero que a ignorância tenha um limite e que este limite seja o que vivemos atualmente, pois é ignorante tanto quem apoia a violência quanto quem se posiciona contrário a esses movimentos mas responde com a mesma hostilidade nas palavras e acha que está mudando o mundo. Quer fazer a sua parte? Seja mais empático!

Não desvie o olhar quando alguém olhar pra você, não olhe para ninguém com preconceito, todos somos humanos, podemos estar em condições diferentes, mas humanos. Ao invés de criticar e espalhar hostilidade, espalhe compreensão, espalhe felicidade, espalhe amor.

A ignorância cresce na medida que a hostilidade cresce. Sejamos mais humanos. Um gesto pequeno pode fazer a diferença no dia e, talvez, na vida de uma pessoa. Sorria para o mundo e o mundo sorrirá de volta para você.

Sejamos mais Keshia e, por favor, compartilhe essa história.