Os Estados Unidos são conhecidos como a “Terra da Oportunidade”. Os americanos acreditam que qualquer um que trabalhe duro pode se dar bem na vida. Mas alguns estudos recentes feitos por economistas mostram que não é bem assim.

Segundo pesquisas dos economistas Greg Duncan e Richard Murnane, a desigualdade começa no berço. Isso porque pais ricos podem gastar mais tempo e dinheiro com seus filhos – pais mais ricos conversam com seus filhos três horas a mais por semana, em média, do que os pais mais pobres, o que é crítico durante formativos primeiros anos de uma criança.

O resultado disso é que mesmo as crianças pobres que fazem tudo certo não conseguem se sair muito melhor do que as crianças ricas que fazem tudo errado. Vantagens e desvantagens, em outras palavras, tendem a se perpetuar. Quem afirma isso é o artigo que Richard Reeves e Isabel Sawhill apresentaram na conferência anual do Federal Reserve Bank of Boston.

O gráfico separa dois grupos (jovens ricos que abandonaram a escola e jovens pobres que se formaram na universidade) e mostra onde eles se localizam dentro das divisões de renda (20% mais ricos, 20% mais pobres, etc.) aos 40 anos de idade.

Para ilustrar isso, eles criaram o gráfico acima, que mostra como os ricos que abandonaram a escola permanecem no topo da cadeia financeira na mesma medida em que pobres com diploma universitário ficam presos na parte inferior – 14% contra 16%, respectivamente.