(Foto: Instagram/@gabishull)

A americana Gabi Shull tinha apenas 9 anos quando descobriu que portava um grave câncer nos ossos. O choque foi enorme e o diagnóstico não era nada animador: ela teria que amputar a perna direita. A menina já praticava balé na época, e se desesperou ao pensar que nunca mais conseguiria dançar. Mas graças a uma cirurgia inovadora, Gabi não precisou abandonar esse sonho.

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O tumor da menina estava localizado no joelho e ela pôde recorrer a um procedimento chamado plastia de rotação. Sua perna foi amputada acima do joelho e a parte inferior do membro foi reconectada à coxa, na posição invertida. Assim, o pé dela agora funciona como joelho, com a ajuda de uma prótese especial para amputados desse tipo. Fica mais fácil entender assistindo a esse vídeo. Mesmo que ela explique em inglês, as imagens mostram perfeitamente como é o resultado da plastia de rotação:

“Depois que tive a perna amputada, a prioridade era andar outra vez e sair da cama do hospital. Mas, o que me motivou a andar foi o pensamento de dançar de novo, porque eu apenas queria dançar”, contou a garota em entrevista ao HuffPost UK. Como qualquer criança que se depara com uma experiência dessas, Gabi passou por momentos muito difíceis na recuperação. E ela não tinha certeza de que conseguiria realmente voltar ao balé. “Cerca de 12 cirurgias de plastia de rotação são realizadas por ano nos Estados Unidos. Não se trata de um procedimento comum,” disse a mãe da garota, Debbie Shull. Mas, segundo ela, dentre todas as operações possíveis, essa era a que apresentava maiores chances de que a garota voltasse a ter mobilidade.

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Depois de um ano de recuperação e muito treino, Gabi finalmente conseguiu dar os primeiros passos sozinha. Hoje, aos 14 anos, a garota é bailarina e cheerleader, além de ser porta voz da ONG The Truth 365, instituição focada no combate ao câncer infantil. E como fica muito claro em seus posts no Instagram, ela vive como qualquer adolescente de sua idade. O que também inclui ter planos para o futuro.

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“Quando eu for mais velha, gostaria de me especializar em pediatria na faculdade ou trabalhar como enfermeira ou cientista para ajudar a encontrar a cura do câncer. Se sou capaz de vencer o câncer, viver com uma perna protética e aprender tudo de novo, então acredito que posso fazer qualquer coisa”.