Se você é do tipo de pessoa que morre de aflição quando vê algum mosquitinho passeando nos arredores da sua cabeça, talvez o vídeo abaixo deixe você um pouco menos fã desses insetos. A National Geographic publicou, recentemente, um vídeo que mostra um mosquito que, depois de picar a pele de um rato anestesiado, procura, sem sucesso, por vasos sanguíneos.

Os pesquisadores fizeram essas imagens após observar microscopicamente o modo como picam os mosquitos responsáveis pela transmissão da malária. É impressionante ver o quão flexível é a estrutura do inseto, que penetra a pele, passeando entre as células do rato de uma maneira bastante invasiva, permitindo que o mosquito possa explorar bem a área sem precisar picar novamente.

A estrutura que o mosquito usa para penetrar determinada região à procura de alimento se parece, primeiramente, com um tubo minúsculo, mas, na verdade, é formada por um padrão complexo cheio de ferramentas que possibilitam ao mosquito a realização de movimentos como os que você viu nas imagens acima.

Esse “tubo” é formado por seis partes principais, sendo que quatro delas correspondem a um par de mandíbulas e outro, de maxilares. Essas quatro estruturas são minúsculas e superfinas, mas garantem que o inseto consiga perfurar a pele. No vídeo, você pode ver essas estruturas mais detalhadamente – elas se “descolam” da parte maior que, na verdade, é formada por dois tubos em um canal chamado hipofaringe. Se você quer ver o que acontece quando um mosquito finalmente encontra um vaso sanguíneo, assista ao vídeo abaixo.