Você já escutou histórias de teoria da conspiração que pareceram tão absurdas que não poderiam ser verdadeiras, certo? Aparentemente muitas delas não foram inventadas e ainda se provaram sendo 100% reais. Descubra quais.

1. Entre a morte e a morte: sífilis: O caso Tuskegee

Entre os anos de 1932 e 1972, mais de quatrocentos cidadãos negros americanos infectados com sífilis passaram por experimentos médicos. O estudo feito pela U.S. Public Health Service selecionou os pobres, simples e analfabetos e lhes prometeu tratamento gratuito – a maioria não sabia que estava doente. O propósito do experimento era observar a progressão da doença em representantes da classe negra e fazer a autópsia dos falecidos nesses estudos. O resultado: 28 pessoas morreram diretamente pela sífilis, 100 morreram por complicações relacionadas à doença, 40 mulheres foram infectadas por pacientes não cientes da doença e 19 crianças nasceram com doenças congênitas.

A verdade sobre o caso Tuskegee foi confirmada apenas em 1997 pelo presidete americano Bill Clinton, que se desculpou oficiamente à população e aos oito participantes sobreviventes do estudo.

2. Os cubanos “terríveis”: Operação Northwoods

Em 1997, em consequência do assassinato de J.F. Kennedy, quinhentas páginas de documentos nomeados de “Operação Northwoods” saíram da confidencialidade. Nos anos 60, os Estados Unidos estavam se preparando para Guerra em Cuba, sendo era necessário o apoio popular. Para isso o Secretário da Defesa apresentou um documento intitulado “Justificativa para intervenção militar em Cuba pelos EUA”. Ele continha provocações como ataques terroristas envolvendo explosão de bases militares, incêndios forçados, sequestros de aeronaves, bombardeios, até o naufrágio de um navio repleto de cubanos armados.

A criação desse falso grupo de ataques foi apoiado pela CIA em uma escala enorme para que os cidadãos americanos se sentissem ameaçados por Fidel Castro e pelo governo cubano, criando uma razão para o início da guerra. No entanto, o plano nunca foi executado, já que o presidente Kennedy teve reuniões com o general Lyman Lemnitzer, que rejeitou a operação.

3. Tudo pelo petróleo: Testemunho de Nayirah

Em agosto de 1990 houve um conflito entre Iraque e Kuwait, principalmente por causa poços de petróleo que Sadam Hussein havia acusado os kuwaitianos de terem roubado. Em 10 de outubro, uma menina de quinze anos chamada Nayirah falou, aos prantos, sobre os crimes desumanos cometidos pelos soldados iraquianos. Ela era testemunha do assassinato de mais de trezentos bebês em um hospital kuwaitiano. O comovente discurso foi motivo suficiente para os Estados Unidos apoiarem o conflito e iniciarem a Guerra do Golfo.

Quando a batalha eclodiu, alguém assistiu minunciosamente ao discurso de Nayirah e rapidamente descobriu que a menina era filha do Sheikh Saud Nasser Al-Saud Al-Sabah, membro da família real e embaixador do Kuwait nos EUA. A adolescente teve cursos de atuação pela companhia Hill & Knowlton, indicados pelos pessoal de relações públicas. O plano não podia falhar – os donos da empresa assinaram um contrato de 12 milhões de dólares(25 milhões de reais) com a família real do Kuwait. A tarefa era simples: persuadir os militares americanos a apoiar o conflito ao lado do Kuwait.

4. Quem são os cientistas Americanos?: Operação Paperclip.

A Segunda Guerra Mundial estava acabando e nada mais poderia mudar a situação do terceiro Reich. As forças especiais americanas sabiam que seria uma pena se algumas pessoas morressem, especialmente os que tinham conhecimentos interessantes ao EUA. Como parte da operação Paperclip, os EUA contrabandearam um grupo de cientistas talentosos das indústrias nazistas, da divisão de armas químicas, e ainda alguns médicos.

A salvos nos braços do Tio Sam estavam, entre outros, Wernher Von Braun (homem da SS, criador do míssel V-2), Kurt Blome (um médico especializado em armas biológicas testadas nos prisioneiros de Auschwitz) e Hubertus Strughold (“o pai da medicina espacial” que experimentou o efeito da mínima temperatura em seres humanos no campo de concentração de Dachau). No total, 700 “homens da ciência” foram naturalizados americanos.

5. Nossa mente é controlada pelo governo?: MK-Ultra

Há meio século a CIA já estava brincando com a mente das pessoas. Durante os anos 60, graças aos repórteres do NY Times, foram revelados detalhes do projeto MK-Ultra; a ideia era investigar a habilidade humana de poder ser controlada pelo uso de certos compostos químicos, mensagens subliminares, impulsos elétricos e substâncias psicoativas. O próprio projeto era dividido em subprojetos, por exemplo o MK-Search, com objetivo de criar o “soro da verdade” que seria usado em espiões russos.

A pesquisa foi além: procuraram o uso prático do LSD. Experimentos foram feitos com prostitutas, prisioneiros e doentes mentais, muitas vezes sem seu conhecimento ou consentimento. Um dos estudos obrigava sete “voluntários” a ingerir a droga durante 77 dias consecutivos. Outras substâncias testadas pela CIA foram anfetaminas, psilocibina e mescalina. Também experimentaram sessões hipnóticas. Quando as informações sobre o projeto MK-Ultra vieram a público, um inquérito se iniciou e as pesquisas foram formalmente condenadas.

Se essas teorias foram descobertas, quantas mais ainda estão por vir?