De acordo com o Daily Mail, o piloto holandês JPC van Heijst e seu copiloto testemunharam algo muito, muito estranho no oceano Pacífico enquanto voavam com um Boeing 747 próximo à península russa de Kamchatka. A aeronave se dirigia de Hong Kong ao Alasca — em uma viagem que dura cerca de 10 horas— quando, no meio do caminho, os dois homens viram um intenso flash de luz parecido com um raio dirigido verticalmente em direção ao céu.

No momento em que esse fenômeno aconteceu, não havia sinal de tempestades e as condições climáticas eram boas. Segundo van Heijst, 20 minutos depois, ele e o copiloto avistaram um brilho vermelho-alaranjado vindo do oceano. Conforme a aeronave foi se aproximando do local, o misterioso brilho foi se tornando mais intenso e, inclusive, chegou a iluminar parte do céu e as poucas nuvens sob o Boeing.

O fenômeno foi avistado no dia 24 de agosto, e van Heijst descreveu a experiência como a mais aterrorizante de sua carreira. O piloto avisou o Controle de Tráfego Aéreo imediatamente, e existe uma investigação em progresso para tentar descobrir o que aconteceu. Contudo, embora nenhuma explicação oficial tenha sido divulgada ainda, existem algumas especulações sobre o que provocou o evento.

Fenômeno inexplicável?

Segundo o The Huffignton Post, uma das possibilidades é que, justamente no momento em que a aeronave se aproximava da área, aconteceu uma enorme erupção vulcânica subaquática. Com respeito ao flash de luz, o raio também pode estar associado à própria explosão, pois esse tipo de ocorrência já foi registrada outras vezes junto a vulcões em atividade. O próprio piloto considera essa opção como a explicação mais plausível.

Um dado que talvez reforce a teoria sobre a erupção vulcânica seja o fato de os pilotos terem recebido informações antes do voo a respeito de terremotos que haviam sido registrados em San Francisco, no Chile e na Islândia. Aliás, conforme contou, após avistar o fenômeno, van Heijst ficou bem preocupado com a possibilidade de se deparar com cinzas expelidas pelo vulcão no caminho, mas ficou muito aliviado por não encontrar maiores problemas.

Outra explicação seria a presença de barcos pesqueiros na área, mas essa possibilidade foi descartada porque seriam necessárias mais de 50 embarcações para produzir o efeito luminoso flagrado pelos pilotos. E você, caro leitor, o que acha?