Após passar 16 anos estudando direito, o fazendeiro Wang Englin, de 60 anos, venceu um processo que abriu contra a indústria química chinesa, Qinghua. O chinês a acusou de despejar lixo químico nas proximidades de seu vilarejo, que fica na região noroeste da China, perto da cidade de Qiqihar.

O Grupo Qinghua emprega mais de cinco mil pessoas em toda China produzindo minérios. Sua renda é dois bilhões de Yuans ao ano, o que corresponde a aproximadamente R$ 911 milhões. Englin afirma que a empresa vem despejando cerca de 15 a 20 mil toneladas de lixo tóxico por ano desde 2001, nos arredores de sua vila.

Para obter provas legais de sua acusação, o fazendeiro começou a copiar informações de livros de direto de uma livraria, a qual pagava com sacos de milho. Após seis anos estudando sozinho, ele começou a receber assitência legal gratutia, mas só em 2013 que ele conseguiu ter seu pedido aceito e ir a tribunal. Por muito tempo ele foi ignorado pelas autoridades locais, além de receber constantes contra-ataques da companhia.

Depois de muita insistência, o juiz deu ganho de causa ao chinês, determinando que a empresa pagasse a ele e os habitantes do vilarejo um total de 820 mil Yuans, o que corresponde a aproximadamente R$ 373 mil. A briga, porém, ainda não acabou, já que o Grupo Qinghua já afirmou que pretende apelar à causa.