A reportagem também procurou por “default password” e encontrou milhares de impressoras, servidores que usam “admin” como nome de usuário e tem como senha a famigerada sequência “1234”. Ou seja, estavam prontos para serem invadidos.

A Forbes lembra, contudo, que a tarefa de encontrar os dispositivos não é para qualquer um. É necessário saber dados específicos dos aparelhos e os resultados mostrados incluem protocolos de internet.

Ainda sim, aqueles que tiverem os conhecimentos necessários podem se aproveitar das “facilidades” oferecidas pela ferramenta, pelos dispositivos e por seus usuários, para fazer o que quiserem.

Como exemplo de estrago que é possível ser feito com a ferramenta nas mãos erradas, a revista cita o caso de um americano chamado Marc Gilbert.

Uma noite, Gilbert ouviu uma voz adulta e desconhecida saindo do quarto de sua filha de dois anos. Quando chegou, descobriu que a voz era de um hacker que havia invadido a babá-eletrônica.

Shodan

Segundo a Forbes, Shodan funciona em um modelo “fremium”. É possível acessá-la gratuitamente, mas a ferramenta retornará com apenas 10 resultados. Atualmente, cerca de 10 mil usuários pagam uma taxa de cerca de 20 dólares, mas que dá acesso a mais de 10 mil resultados por busca. Usuários corporativos, como firmas de segurança, por exemplo, tem acesso a toda a base de dados de Shodan.