A favor dos médicos estrangeiros no Brasil, grupos autônomos da periferia de São Paulo, convocaram para esta terça-feira (03) uma manifestação na Praça Roosevelt, no centro da cidade.

Segundo os organizadores, a chegada dos médicos é bem-vinda uma vez que a população periférica é a que mais sofre com a precariedade do sistema de saúde público. “Quando os médicos vêm para a periferia ficam 1 ou 2 horas e vão embora. Você tem que ter muita sorte para calhar o seu horário com o do médico e conseguir atendimento. Este atendimento é ‘fast food’. Tem médico que não olha na sua cara”, comenta Ana Fonseca, do coletivo cultural Perifatividade, da zona sul de São Paulo.

O ato também é uma forma de se posicionar contra as últimas manifestações de xenofobia e racismo, principalmente, contra os médicos cubanos que chegaram ao Brasil na semana passada. “Ficamos indignados com a hostilização que o médicos cubanos sofreram por parte da elite médica em Fortaleza”, comenta Ana.

Até agora 400 cubanos chegaram ao Brasil para participar do Programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde, e atuarão em regiões que sofrem com a ausência de profissionais da saúde. Mais 3.600 médicos de Cuba devem chegar ao país até o final do ano.

No evento criado no Facebook mais de 1.600 pessoas já confirmaram presença. O trajeto começa no Conselho Regional de Medicina (CRM) às 17h30, na Rua da Consolação, 773, segue para o cemitério da Consolação e termina no Consulado de Cuba, onde o grupo pretender “dar boas-vindas” aos médicos cubanos.