O Papa Francisco esteve nos Estados Unidos e foi surpreendido em Washington por uma pequena garota, que conseguiu furar o bloqueio e lhe entregar uma carta. Sophie, de apenas cinco anos, se considera ‘americana com raízes mexicanas’, já que nasceu na Califórnia. Seus pais moram ilegalmente no país, desde que deixaram Oaxaca, no México.

“Estamos oprimidos pela violência, pelo racismo, pela má gestão do governo. Pedimos ao papa que interceda, não só pelos imigrantes mexicanos, mas também pelo restante dos latinos-americanos, pelos europeus, por todos”, disse Raúl Cruz, pai de Sophie.

(Foto: Alex Brandon/AP)

Assim como Sophie, que foi levada pelo pai, vários imigrantes estiveram no local para fazer um apelo em relação as leis de imigração no país. Em entrevista ao The Guardian, ela leu trechos da carta:

‘Eu sou americana com raízes mexicanas, e eu moro em Los Angeles, no coração da agricultura. Meus pais são imigrantes de Oaxaca, no México. Papa, eu quero dizer que meu coração está triste e quero que você fale com o Presidente e com o Congresso para legalizar meus pais, pois todos os dias tenho medo que eles sejam tirados de mim. Eu acho que tenho o direito de viver com meus pais e o direito de ser feliz. Meu pai trabalha muito numa fábrica galvanizando peças de metal. Todos imigrantes como meu pai precisam desse país. Eles merecem viver com dignidade, respeito. Eles merecem uma reforma na imigração, porque isso beneficia o país; já que eles trabalham muito na colheita de frutas e vegetais. Não se esqueça das crianças ou qualquer um que sofra por não ter mais os pais. Sabe por quê? Por causa da violência e da fome.’

‘Eu e meus amigos nos amamos independente da nossa cor de pele’, dizia a carta (Foto: Reprodução)

Durante encontro com o presidente americano Barack Obama, o pontífice se apresentou como ‘filho de família de imigrantes’ e fez um apelo. Posteriormente esteve no Congresso, onde fez discurso histórico pedindo o fim da hostilidade aos imigrantes. Resta agora esperar que as autoridades façam algo pelos pais de Sophie e outros imigrantes residentes dos Estados Unidos.

Com informações do The Guardian.